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American Gangster

por TM, em 22.11.07

O que dizer das expectativas que se podem criar à volta de um filme que têm figuras como Denzel Washington, Russell Crowe e ainda Ridley Scott? As minhas eram obviamente elevadíssimas e não saíram, de todo, defraudadas. Como sempre Denzel está em grande (bem como Russell) e proporcionanos momentos tipicamente reconhecíveis no actor norte-americano, a expressão facial, as reacções mais agressivas, o bater no peito, enfim, o típico Denzel.

O filme baseia-se numa história verídica passada no Harlem, por altura da Guerra do Vietnam, onde Franck Lucas, ex-motorista de um falecido gangster decide passar a ter o seu próprio negócio de droga, arruinando os demais concorrentes com uma qualidade de produto superior e um preço mais baixo. É aqui que entra a personagem de Russell Crowe, que faz de tudo até conseguir prender Lucas, tendo o filme um final curioso, que deixo aqui em aberto para que cada um veja e se surpreenda por si próprio.

Não será certamente um dos filmes da minha vida, mas é um bom filme, com um grande realizador, grandes actores (não fosse eu fâ incondicional de Denzel e fâ de "Gladiador") e que tem alguns momentos memoráveis: quando Denzel demonstra à sua família como se ganha o respeito pelo negócio, num Denzel apenas visto em "Dia de Treino" e como ilustra a foto deste post, quando ambos os actores se confrontam, num típico jogo de polícia e ladrão e surge esta pequena pérola:

- Tenho uma fila que dá a volta ao quarteirão com pessoas desejosas para depor contra ti e te verem preso!

- Então e quanto é preciso para que isso não aconteça?

- Não há dinheiro que o pague!

- Então pode ser que acordes um dia com uma bala na cabeça!

- Oh, tens é que te meter na fila, porque essa também dá a volta ao quarteirão!

Último destaque para o momento cómico do filme quando, numa cena de sexo, a senhora que acompanha Russell Crowe exclama - "Fuck me like a cop, not like a lawyer!"

 

PS: Na Segunda-Feira, concerto de Marilyn Manson. Consegui bilhetes e lá fui vibrar com algumas músicas, mesmo não sendo minimamente fâ, ao contrário do amigo Mondim, esse sim fâ da banda. Foi um espectáculo interessante, com pormenores engraçados e onde destaco a fantástica entrada da música "Sweet Dreams", sem dúvida uma versão bem melhor do que a original.

 

PS 2: Portugal está no Euro 2008 depois do empate de ontem a 0 contra a Finlândia. Mas só me apetece dizer que ficámos muito aquém do esperado. Lamentável não passarmos em primeiro, apesar de não contar para nada e não termos ganho nenhum jogo aos 3 concorrentes melhor colocados. Scolari pisa por esta altura gelo fino, pois o público, ou as grandes massas, já não o suportam tanto como sempre suportaram. No Euro temos obviamente todas as condições para uma boa campanha, a ver vamos se o rendimento melhora e se não temos, reconheço, tanto azar e ausências com jogadores lesionados e em má forma. Notas apenas para a boa estreia de Pepe, apesar de me parecer cada vez mais que não era necesária mais um naturalizado na selecção, com a qualidade dos nossos centrais e por último falar da não qualificação da Inglaterra, que teve tudo a seu favor depois de estar praticamente de fora e conseguiu colocar-se definitivamente de fora do lote de qualificados ao perder em casa com a Croácia por 2 a 3. Talvez agora percebam que o problema não era mesmo de Eriksson (até porque perder com o Brasil pela margem mínima num Mundial e ser eliminado por Portugal num Europeu - país organizador -  e num Mundial, sempre nos penaltys, não tem a ver com falta de qualidade, mas sim mérito dos adversários e porque não dizê-lo, azar!

 

Saudações Cinematográficas

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Publicado às 10:25

De chorar por mais!

por TM, em 13.11.07

O reforço do Benfica, Cristian Rodriguez (na foto com Mangualde do Paços de Ferreira), tem-se demonstrado o melhor reforço da época em Portugal. E o que mais impressiona nem é a sua qualidade técnica ou de finalização, mas sim a sua raça e luta constante pela bola. Se já todos nós tinhamos essa impressão vendo o jogador actuar pela televisão, convido-os a verem ao vivo, que foi o que eu fiz no passado Domingo. É realmente um orgulho ter um jogador que luta durante todo o jogo por todos os lances como se fossem decisivos e que mesmo cansado não se esconde do jogo, pede a bola, desmarca-se, e principalmente, corre, corre, corre!

Uma coisa é certa, Rodriguez veio apelidado de "Cebola", segundo se dizia porque os adeptos juravam a pés juntos que "fazia chorar os defesas"! Ora se faz chorar os defesas não sei, mas de uma coisa tenho a certeza, como diz o ditado, a qualidade do seu futebol "é de comer e chorar por mais!"

 

Saudações Desportivas

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Publicado às 22:42

Duas Faces

por TM, em 05.11.07

E segue a história...

 

Angelito começou por sentir e por perceber que a vida não era um paraíso e um mundo apenas de diversão consoante a sua idade ia avançando. A sua vida viria a ficar marcada para sempre pela forma como reagiu e agiu em algumas situações problemáticas e delicadas, e foram essas atitudes que fizeram dele uma pessoa cada vez mais respeitada dentro do seu próprio círculo familiar e de amigos.

Talvez a primeira situação que afectou verdadeiramente o pequeno argentino tenha sido a doença que afectou o seu avô, pessoa que sempre admirou e respeitou por tudo o que representava como homem experiente e que fazia o possível para conseguir um dia a dia cada vez melhor para si e para os seus. Um problema na garganta viria a revelar-se assustador para uma família até ali livre de problemas de saúde de grande gravidade. Todos se demonstraram muito alarmados com o que se passava, mas Angelito, apesar de ainda ser um adolescente, demonstrava uma calma e uma tranquilidade em relação ao assunto que o próprio se cheogu a questionar sobre a importância que lhe dava. Mas ele era mesmo assim, calmo, determinado, confiante e optimista! Sempre disse que tudo iria correr bem, quando todos os outros temiam o pior. E permaneceu calmo e sereno…até ao dia que se seguiu à operação do avô. As boas notícias tinham chegado no dia seguinte, a operação correra bem e adivinhava-se boas possibilidades de sucesso. Ao ouvir tais palavras Angelito sorria, feliz por ter tido uma atitude coerente e que felizmente se viria a revelar acertada. Mas no dia da visita, os sentimentos foram mais fortes do que o próprio rapaz podia esperar. Ao entrar na sala de hospital onde se encontrava o avô e ao avistá-lo deitado na maca, tudo permanecia, ainda que por pouco tempo, tranquilo. Depois, com o aproximar das pessoas, o avô de Angelito começou a ficar num estado de nervos tal, devido às suas limitações, que o rapaz não conseguiu suster as lágrimas, muitas, que lhe iam escorrendo pelo rosto. Ao ver ali, a pessoa que se habituou a respeitar e a ouvir, num momento de tão grande debilidade, Angelito chorou como poucas vezes o fez na sua vida. Chorou por si, pelo seu avô, por tudo! Talvez tenha aproveitado essa oportunidade para fazer aquilo que já devia e podia ter feito à mais tempo, exteriorizar os sentimentos que toda aquela situação lhe provocava. E ali ficou, durante toda a visita, ao lado do avô, como seu fiel escudeiro, tentando ajudá-lo a atenuar o seu sofrimento que querer falar e não poder, o que lhe causava uma enorme aflição, mas também aqueles que o rodeavam.

Aqui Angelito começa por mostrar as suas duas faces, ou seja, o seu lado frio, calculista, matemático quase, e o seu lado emotivo, apaixonado, intempestivo! A sua mãe dizia-lhe várias vezes que era um rapaz frio, o que o deixava sempre desgostoso. Defendia-se, dizia que apenas analisava as questões da maneira mais correcta possível, não deixando que a emotividade distorça o certo e o errado e o leve a tomar uma decisão errada. Para ele tudo se resumia a decidir bem o que fazer, a tomar a atitude correcta, a fazer aquilo que deve ser feito e a intervir na altura certa para que algo de mau não venha a acontecer ou pare de acontecer. E foram muitas as vezes que Angelito o fez, sempre com a convicção de que estava a fazer o bem, mesmo quando era criticado por alguns!

Este foi talvez o episódio da vida do argentino que o fez “crescer” mais, quando ainda era um adolescente. Outros episódios, bons e maus, viriam a fazer com que “cresce-se” ainda mais e aprende-se que realmente, como muitos dizem, a vida é uma puta!

 

Saudações Literárias

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Publicado às 21:38


"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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