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Alma Azul Celeste

por TM, em 29.10.07

Se um dia vier a escrever um livro, a história deverá começar mais ou menos assim... 

Angelito nasceu na cidade de Rosário, na Argentina, no seio de uma família com um rendimento mediano, que lhes permitia viver sem grandes luxos mas com pequenos gastos suuperfúlos que iam adocicando as suas vidas. Vivia numa casa relativamente pequena, mas acolhedora o bastante para terem orgulho nela e para se sentirem bem naquela "canto" que era o seu.

Desde muito novo, Angelito se tornou o centro das atenções da família. Era filho único e foi também o primeiro neto de dois avós maternos babados! Quando a família se reunia, Angelito era o sol que iluminava a casa e a felicidade dos que o rodeavam, com um sorriso contagiante e uma capacidade fora do comum para fazer sorrir até a mais sisuda das caras! Tudo isto viria a revelar-se mais tarde como um dom inato para a comédia e para a música, ele que cantava constantemente em criança, substituindo não raras vezes o rádio do carro pela sua própria voz.

Mas o pequeno Angelito foi crescendo e começou a sentir os seus primeiros desafios com a entrada para a escola e consequente aumento de relações interpessoais, algo que não era de todo muito fácil para ele, que sempre foi tímido, calado e observador quando fora do seu "habitat natural", ou seja fora daqueles que o amavam desde sempre! Mas foi curiosamente aí e desde cedo que começou a cativar aqueles que o rodeiam. Com o seu ar frágil, magro, alto e acanhado, acabou mesmo assim por se relacionar bem com os que o rodeavam na sua primeira etapa de aprendizagem. Foi provavelmente uma amostra daquilo que viria a ser a sua vida no futuro, com facilidade em fazer amigos e em rodear-se de pessoas.

E foi logo nestes primeiros anos da sua vida que foi construindo a sua forte personalidade, com ideais muito bem definidos e que defendia intransigentemente! Como qualquer criança foi tendo os alegrias e tristezas, mas tinha uma vida agradável que o fazia estar sempre bem disposto e com um sorriso para dar.

Como em todas as famílias, e a de Angelito não fugia ao caso, os pais tinham grande influência na educação do seu filho, o que realmente se veio a verificar. Apesar disso, o próprio rapaz foi capaz de desenvolver a sua própria maneira de ver o Mundo baseando-se nas bases que os seus progenitores lhe forneceram, o que o tornou, passados alguns anos, um homem bem formado e culto. Mas as influências dos familiares não ficaram por aqui, especialmente através do seu pai Manuel, que lhe incutiu um amor com o qual o pequeno Angelito casou para toda a vida - o futebol! Esse amor vai-se tornar como que uma tatuagem à qual as pessoas vão associar o rapaz, pelo gosto com que passou a falar, a conhecer, a jogar, a amar o jogo e tudo o que o rodeava!

A vida foi passando a correr e o pequeno rapaz foi aproveitando-a para aprender muitas coisas que o própria sabia iam ser importantes no futuro. Tornou-se forte psicologicamente, capaz de aguentar as adversidades e de reagir a elas com raça e empenho, mostrando-se duro quando era preciso, mas nunca negando o seu coração mole e apaixonado. Viu partirem muito cedo os seus avós paternos, tendo acompanhado de perto a perda da avó, que tanto custou ao pai.

Nos estudos foi seguindo e ultrapassando etapas com distinção, sem problemas de maior, mas sempre sem se empenhar ao máximo. O seu grande sentido de responsabilidade fazia sempre com que realiza-se os trabalhos de casa e que estuda-se pelo menos na véspera dos testes, mas dificilmente se esforçava mais do que isso. Queria aproveitar o tempo que tinha para se divertir, para brincar, para ser feliz! E foi sempre assim durante todo o seu percurso académico, que viria a terminar com sucesso.

 

Este seria provavelmente o 1º capítulo da história do livro que um dia gostaria de escrever. Fica prometido que voltarei a escrever mais sobre esta história, brevemente...

 

Saudações Literárias

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Publicado às 22:33

Golpe de Teatro

por TM, em 22.10.07

Tal como diz o título deste post, o que se passou ontem em Interlagos foi mesmo um autêntico golpe de teatro, com o "Ice Man" finlandês a vencer o seu primeiro título de campeão do Mundo de Fórmula 1, quando Lewis Hamilton tinha tudo para ser o campeão. Mas como já li noutro blog - Príncípio de Pubalgia (está nos links em baixo) - está foi uma vitória com um certo grau de justiça, porque realmente a McLaren Mercedes andou sempre demasiado preocupada com ela própria do que com os seus adversários, e as palavras de Felipe Massa acabam por descrever um sentimento inexistente na equipa de Ron Dennis, que é a união de todos em busca de um objectivo comum. Chama-se a isto equipa! E foi muito por isso que Kimi Raikkonen, um piloto habitualmente frio e pouco dado a festejos, ontem se soltou para um estado de alegria que nunca lhe tínhamos visto. Infelizmente para mim, que tenho um gosto especial pelos McLaren, apesar de tudo. Desceu assim o pano sobre a época de 2007 da F1, para o ano há mais, só falta saber é se com ou sem Alonso na Mercedes!

 

Saudações Desportivas

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Publicado às 08:49

"Gunners"

por TM, em 13.10.07

Nenhuma outra equipa entusiasma tanto com o seu futebol, neste início de época, como o Arsenal. A Roma de Spalleti parece capaz de grandes feitos mas não é uma equipa que delicie tanto os adeptos, falta-lhe talvez o sangue novo e todas as qualidades e defeitos que este acarreta. Enquanto o Manchester parece querer agora começar a produzir o futebol ofensivo a que nos habituou no ano passado e o Real Madrid do alemão Schuster vem conseguindo algo essencial para começar a produzir exibições de qualidade, que são os resultados positivos. Nas quatro equipas que referi existe como um "sol" a meio campo que ilumina todo o futebol da equipa. No Arsenal Fábregas, no Real Sneijder, na Roma Aquilani e no Manchester Scholes, apesar da idade já avançada (dos quatro será mesmo assim o menos influente pela fluidez do jogo da equipa, pois é muito auxiliado por Carrick), todos eles com capacidade de liderança e completamente fundamentais e cerebrais naquilo que a equipa consegue ou não produzir.

Mas sinceramente, nesta altura, importa mesmo falar é do eterno jovem Arsenal de Wénger, provavelmente visto como arrumado à partida depois da saída de Henry, a figura da equipa. Quem vaticinou, como eu, uma época apenas suficiente para os "Gunners" enganou-se (pelo menos para já), pois a maturidade crescente dos "meninos" do francês, muitos dele com qualidade acima da média, tem feito a diferença e produzido do melhor futebol que se tem visto. Encanta-me ver Fábregas à tanto tempo a jogar ao mais alto nível, a pegar na bola, a ser o líder da sua equipa, puxando por ela e carregando-a às costas para a luta e festejando com fervor os golos que marca! Destaco ainda Hleb, com uma capacidade técnica muito acima da média e Adebayor, a "girafa africana" que apesar do enorme tamanho tem muita capacidade com os pés e que tem sido o avançado que a equipa precisa para potenciar o seu colega Van Persie. É nesta equipa tão jovem e irreverente, mas ao mesmo tempo madura e fria, que Wénger parece querer continuar por muitos e bons anos, como sempre apostando na juventude como só ele sabe!

Finalizo com um pequeno destaque ao Real Madrid, que mesmo sem encantar tem conseguido resultados, algo tão crucial numa equipa de futebol. E aqui é também o "farol" Sneijder que me encanta com a sua classe, com os passes longos teleguiados, com os livres soberbos, com os golos, com tudo aquilo que um grande médio centro precisa. Parece faltar-lhe apenas um pouco de liderança, algo natural para alguém ainda jovem e recem chegado ao clube. E com a ajuda de Drenthe, Robben, com o "Pichichi" do ano passado em forma, com o regresso ao melhor nível do capitão Raúl e com uma defesa que parece agora mais segura, este Real tem condições para voltar finalmente aos grandes palcos com uma postura que todos lhe reconhecemos - uma das melhores equipas do Mundo!

 

Saudações Desportivas 

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Publicado às 13:37

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"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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