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Porto XXI

por TM, em 23.04.06
O Porto sagrou-se ontem campeão nacional de futebol. Foi o vigésimo primeiro título dos azuis e brancos, ainda longe dos trinta e um garantidos o ano passado pelos ainda campeões, Sport Lisboa e Benfica. Com o título já entregue, apenas a luta pela descida se mantêm ao rubro, sendo que o segundo lugar, de importância vital pela entrada directa na "Liga dos Milhões" e os lugares de acesso à Taça UEFA estão ainda em aberto, mas não com tanta emoção.
Importa nesta altura desmontar os caminhos do título que foram desbravados pela equipa de Co Adriaanse, equipa essa que, desde a derrota na Amadora, passou a jogar com três centrais e manteve uma constância de resultados que lhe valeu o título. No meu entender, apesar de considerar positiva a passagem para uma táctica de três centrais e de elogiar o risco que Adriaanse correu, mesmo considerando que o treinador holandês teve grande visão ao perceber que numa liga em que quase todos jogam para não perder a melhor maneira de ganhar é asfixiá-los, colocando mais avançados e menos defesas de forma a que actuem igualmente com menos avançados e desta forma pouco ataquem e pouco incomodem a nossa defesa, considero que a altura decisiva para o Porto não foi a derrota na Amadora e a passagem para os três centrais, coloco mais a vitória em Guimarães como ponto decisivo. Porque foi um jogo difícil, que foi ganho com algum custo e resolvido muito em parte pelo génio de Quaresma. E nesse jogo o Porto demonstrava que era mesmo uma equipa difícil de bater, apesar de não impossível, pela qualidade individual dos seus jogadores.
E é nesse aspecto que destaco aqueles que foram, para miml, os principais responsáveis, dentro de campo, do sucesso do Porto: Pepe, Pedro Emanuel, Paulo Assunção, Lucho González, Raúl Meireles e Ricardo Quaresma.
Analisando um a um, Pepe cresceu muito como jogador esta época, jogando com único central, apesar das muitas ajudas de Paulo Assunção, esteve gigantesco no centro da defesa, rapidíssimo a chegar à bola, muito forte nos lances divididos e tremendamente eficáz; Pedro Emanuel, um central descaído à esquerda e que aliou a sua experiência à sua qualidade, que admito ter duvidado pelo seu futebol durríssimo praticado no Bessa, que comprovou qualidades após assinar pelo Porto e que é, a meu ver, forte candidato ao lugar de Jorge Andrade para o Mundial; Paulo Assunção, o pêndulo do meio campo, muitas vezes segundo central na táctica dos três defesas e um jogador de músculo, importantíssimo na recuperação de bola e na consistência defensiva do Porto campeão; Raúl Meireles, jogador que me parecia ter estagnado no tempo, sem evolução, mas que explodiu com Adriaanse, de grande relevância na transição defesa-ataque, nos lançamentos longos e nas mudanças do flanco de jogo, foi também fulcral na ajuda defensiva para a recuperação de bola e na construção ofensiva, mais um médio centro de futuro no futebol português; Lucho González, o maior lucho do Porto e do nosso campeonato em poder contar com ele, um jogador fabuloso e uma contratação muito acertada, mas que ou muito me engano, se o Mundial lhe correr de feição, não ficará muito mais no Porto, onde é decisivo pelos golos, pela ajuda em missão defensiva, pelo surgimento em zona de remate, pela visão de jogo, pela classe, por tudo e ainda mais pelos enúmeros jogos que já leva acomuládos nas pernas, que mesmo assim não o fizeram esmorecer os esforços na luta pelas conquistas do seu clube; Ricardo Quaresma, o mágico da equipa e jogador que tantos jogos resolveu para os azuis e brancos, decisivo pela genialidade, pelos golos e assistências e pelo facto de intimidar sempre os adversários pelo seu poder de finta, que o tornam não só factor de ganho de faltas como de prodígio que chama gente ao futebol e que resolve muitos jogos "praticamente" sozinho, chegando-se a uma altura da época em que praticamente só se esperava pelo momento Q - de Quaresma - para o jogo ficar resolvido e o Porto gnahar novamente!
Finalizo dizendo que apenas não vou referir Hélton porque, apesar de já ter demonstrado que é enorme guarda-redes, não me parece que tenha sido especialmente posto à prova, e elogio final para Vítor Baía, que ainda é um excelente guardião e um homem decisivo no balneário, pois não é qualquer um que festeja o golo de Jorginho em Alvalade agarrado ao grande rival que o tinha remetido ao banco de suplentes...são imagens que ficam na retina e para sempre na memória!

Saudações aos Campeões

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Publicado às 15:04


"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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