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A virtude está mesmo no meio!

por TM, em 26.11.13

Pelo menos na liga portuguesa assim tem sido! Porto, Benfica e Sporting, os crónicos "três grandes" separados por 1 ponto e onde até ao momento as 3 figuras têm sido 2 médios de cada equipa: Fernando e Lucho, Matic e Enzo, William Carvalho e Adrien. Estou obviamente a deixar de fora os goleadores (Jackson, Montero e Cardozo), igualmente importantes e decisivos mas ainda assim penso que menos fulcrais no funcionamento normal e optimizado das equipas.

Naturalmente, pelo esforço que lhes é exigido (principalmente agora com a lesão de Rúben Amorim), Matic e Enzo estão mais expostos, tanto ao sucesso como ao fracasso. As outras duplas têm durante grande parte dos 90 minutos mais um companheiro, ora Herrera/Defour (e mesmo Josué como falso ala) no caso do Porto, ora André Martins no Sporting.

Não é de agora que o meio campo é a zona crucial para uma equipa obter mais vitórias ou derrotas. Controlar essa zona resulta a maior parte das vezes no sucesso de quem o faz. Pois em Portugal, principalmente este ano, são os médios que ocupam esse espaço que têm segurado as suas equipas às vitórias e aos primeiros lugares. Naturalmente, não é só em Portugal que tal acontece, mas estamos habituados a ver outros elementos em destaque, os extremos, os médios ofensivos (ainda que Lucho seja quase um médio ofensivo neste Porto de Paulo Fonseca).

Por outro lado, ainda que a tendência confirme que a virtude está no meio, é curioso verificar que as defesas têm estado menos inspiradas, com foco para a do Porto, pois já o ano passado o Benfica sofria golos com alguma regularidade. No caso do Porto não é algo que estranhe mas entendo que seja difícil de perceber. Alertei que, com a saída de Vítor Pereira, a possibilidade de crescimento do Porto enquanto força ofensiva podia ao mesmo tempo indicar uma menor capacidade defensiva. A equipa sofria muito poucos golos e como se sabe, perdeu 1 jogo em dois anos (se lhe juntarmos o ano de Vítor Pereira enquanto adjunto de Villas-Boas, são 3 anos e apenas 1 derrota para o campeonato nacional). Não pretendo ser advogado de defesa do ex treinador portista, mas parece-me que a vontade de ir mais além pode ter traído quem apostou no risco de Paulo Fonseca abdicando da segurança de Vítor Pereira.

Mas ainda assim, só no fim saberemos quem tem razão. E se conquistar o título, não se pode acusar Paulo Fonseca de fazer pior que o seu antecessor.

 

Saudações Desportivas

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Publicado às 11:44



"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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