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Redenção

por TM, em 30.07.13

Á cerca de 3 semanas tive a oportunidade de ver um documentário sobre a II Guerra Mundial (neste gajo o pós Guerra), um tema que os leitores mais assíduos já sabem ser muito do meu interesse. Neste caso, este episódio retratava a história de alguns refugiados nazis, que fugiram da Alemanha depois da derrota frente aos Aliados, mais concretamente dois deles que passaram a viver na Argentina (ao que parece o destino preferido de vários para se esconderem da justiça).

Recomeçando as suas vidas do zero e com nomes falsos, estes dois ex oficiais nazis viviam uma vida tranquila até um grupo de jornalistas ter começado a investigar aquilo que parecia ser um surto de refugiados nazis na Argentina. Depois de alguma trabalho de pesquisa e observação do dia a dia destes dois indivíduos, decidiram apostar forte neste assunto/documentário e tentar desvendar as suas verdadeiras identidades e levá-los à justiça. Para isso, contaram com a colaboração de uma cadeia de televisão de renome e de um dos seus jornalistas mais conceituados da altura.

Foi então engendrado um plano para abordar estes dois alemães e de os tentar levar a confessar os crimes que haviam cometido no passado. A parte mais curiosa, a meu ver, de toda a história, é que não só estes dois homens agora serenos e pacatos eram mesmo os sanguinários militares da II Guerra Mundial como ambos acabaram por, com maior ou menos dificuldade, admitir que a sua identidade era falsa, confirmar o seu nome alemão bem como, apesar de com algumas reservas, as suas funções durante a liderança de Hitler. Mas admiti-lo de uma forma digamos que, rendidos às evidências dos crimes que tinham cometido (ainda que desculpando-se que apenas cumpriam ordens) e passando uma imagem forte de arrependimento e tristeza por um dia terem sido pessoas que, felizmente, actualmente já não eram.

No final da história, fica a referência de um deles ter acabado por voltar a fugir e não mais ser visto e o outro ter sido presente a tribunal mas absolvido dos crimes a que foi julgado o que levou a enormes ondas de contestação, como é natural.

Esta é apenas mais uma história em que existe um sentimento de redenção de alguém que cometeu erros no seu passado mas que com o passar do tempo, mesmo que com algumas desculpas, conseguiu perceber o mal que tinha feito a pessoas inocentes e que não mereciam o tratamento que lhes deram. Não significa que se deva desculpar, mas esta redenção pessoal parece-me ser pelo menos o caminho para um pouco mais de paz de espírito e de tranquilidade para a sua própria consciência. Não é a solução, mas é algo que a meu ver se deve valorizar. Na medida do possível...

 

Saudações Blogueiras

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Publicado às 14:42



"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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