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O Bom, o Mau e o Vilão...

por TM, em 10.01.13

Não seria preciso um título idêntico a de um filme interpretado por Clint Eastwood para dar uma imediata sensação de que algo não anda bem e é preciso um "pistoleiro" para impor a ordem e a justiça, mas pelo menos é desde logo uma boa ajuda. Isto porque aparentemente o Mundo tornou-se um autêntico Western, muito ao estilo do "velho Clint". A parte mais inquietante desta aparente evolução da espécie é que apesar de continuar a existir o bom e o mau, o vilão parece agora indefinido e poder cair para cada um dos lados...

2013 parece ter sido o pretexto perfeito para este agudizar de posições e para uma postura que me parece cada vez mais rígida: exigir muito aos outros, nada ou quase nada a nós próprios! O mote é de pedir sempre um esforço maior a cada um, esquecendo muitas vezes que qualquer relação que pretenda uma duração minimamente duradoura necessita de uma correlação idêntica entre os elementos que a compõe, numa perspectiva de win-win. Sem isto, dure o que durar, mais tarda ou mais cedo chegará ao fim.

Infelizmente, o que acontecido com cada vez maior regularidade e com responsabilidade muitas vezes atribuída à crise, é a perda deste equilíbrio, que leva a que um lado tenha sempre mais vantagens que o outro, criando a quebra de que falei, com maior ou menos rapidez, levando à desmotivação, menor rendimento individual e colectivo, irritação mais fácil e com tudo isto, conflitos, erros e naturalmente, insatisfação de ambas as partes.

Quanto mais tempo demorarmos a perceber a importância que as nossas acções, decisões e linguagem têm nos outros, maior será o tempo necessário para termos sucesso, individual e colectivamente, na nossa vida laboral e pessoal. Entender que muitas vezes, das o primeiro passo e ser o primeiro a ceder é a atitude certa para depois recolher os frutos dessa decisão em antecipação àquilo que pretendemos que venha a acontecer e aquilo que queremos gerar no outro.

Tudo o que fazemos projecta algo nos outros. Que saibamos projectar o melhor de nós próprios, com o melhor dos intuitos. "Good Will" não nasce nos outros com tanta facilidade como alguns sentimentos negativos mais primários. É preciso ajudar a isso. E só depende de nós. Mas se continuarmos a exigir mais do que a ceder e principalmente, a exigir mais ao outros do que a nós próprios, o caminho será muito mais difícil e estreito... E se o caminho é o mesmo, porque não fazê-lo juntos?

 

Saudações Blogueiras 

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Publicado às 12:25



"What they did to me... What I am... Can't be undone!"


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